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Jornalismo de Cordel
Talis Andrade


06/09/2010 01:52
¿Xenofobia en todas partes?

A globalização pretendia a morte do nacionalismo e do patriotismo. Assim foi ensinado pela imprensa. Um mundo mais aberto. Os portos do Brasil foram abertos por dom João VI e continuam abertos. Um mundo mais aberto para o comércio e especuladores. Assim vem acontecendo nos países vassalos ou invadidos.

O fenômero da Xenofobia vem crescendo com o mundo globalizado.

Podemos aplaudir el nacionalismo de los oprimidos como algo valioso y progresista. Podemos condenar el nacionalismo opresivo de los fuertes como retrógrado y sin valor. Sin embargo hay una tercera situación en la que un nacionalismo xenófobo levanta la cabeza. Es aquella en que la población de un Estado siente o teme que esté perdiendo fuerza, que de algún modo está en decadencia.

Lo vemos en Estados Unidos, donde el llamado Partido del Té quiere recuperar el país para “restaurar America y… su honor”.

En Japón, una nueva organización, el Zaitokukai, rodeó una escuela primaria coreana en Kyoto en diciembre pasado, exigiendo expulsar a los bárbaros.

Europa, como sabemos, ha visto que en casi todos los países surgen partidos que buscan expulsar a los extranjeros. Por Immanuel Wallerstein >>>


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05/09/2010 19:54
“Prendam Carmen e Esmeralda!”

Os ciganos representam uma das comunidades mais inofensivas e pacíficas do mundo. Pela sua fragilidade material e política, têm sido o bode expiatório perfeito do racismo e do neofascismo. Por José Steinsleger, La Jornada

Santa Joana intuiu, no seu favorito e estranho poema Primeiro sonho, e que a gramática masculina da Real Academia castigou com a definição de ciganada ou ciganear: enganos com os quais só se pode conseguir o que se deseja.

No fundo, o desejo de liberdade que José Martí entendeu assim: “Deixam na memória os ciganos as cores de um sonho brilhante… Como que persegue o cigano sem consciência um ideal que não há de encontrar jamais” (Entre flamencos, 1883).

Em El amor brujo (ballet, 1925), e Bodas de sangre (teatro, 1933), os andaluzes Manuel de Falla e Federico García Lorca sublimaram a tragédia dos ciganos. Tia Añica la Piñaraca, famosa cantora andaluza, dizia, de sua arte: quando canto com gosto, sai sangue de minha boca.

Temidos, expulsos, explorados, escravizados, marginalizados, dispersos pelo mundo, os povos rom souberam conservar a sua cultura e uma férrea tradição de hábitos e costumes que, para sobreviver, não podiam senão ser muito conservadores.

Apesar das duríssimas condições de vida, os ciganos deram ao mundo personagens famosos: actores (Charles Chaplin, Yul Brynner, Michael Caine); guitarristas de jazz, rock e flamenco (Django Reinhardt, Ron Wood, Camarón de la Isla, Tomatito), bailarinas (Carmen Anaya); baladistas (Sandro, Diego el Cigala), Augusto Krogh (prémio Nobel de Medicina, 1920). Até Bill Clinton se jacta de ser sobrinho tataraneto de Charles Blythe, rei dos ciganos da Escócia (1847)!

Os reis Luis XII (1504), Francisco I (1538) e Carlos IX (1560) expulsaram os ciganos de França, e no início da Segunda Guerra Mundial o regime de Vichy seguiu com a tradição. Prendeu 30 mil ciganos e entregou 15 mil aos nazis que acabaram nos fornos dos crematórios >>>


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05/09/2010 19:31
Ciganos e canalhas

por Miguel Portas

Se tivesse que seleccionar o acontecimento político deste verão, seria certamente o da deportação de ciganos para o Kosovo, a Roménia e a Bulgária. Tudo começou pianinho, em Abril, quando o governo alemão impôs ao seu protectorado kosovar um acordo para o acolhimento de 14 mil ciganos.

Berlim fez tábua rasa de todas as recomendações da ONU contra deportações para um território que, além de não ter condições para receber, é o paraíso da máfia na Europa.

O segundo momento desta história canalha passou despercebido: em fins de Julho, o governo flamengo despachou umas centenas de ciganos para a Valónia. Este gesto antecedeu a campanha que iria nascer no país ao lado. Atolado num escândalo de financiamento partidário contra “esquecimento fiscal”, o presidente francês decidiu dar visibilidade a uma política que a sua administração já praticava há dois anos: a deportação regular de ciganos para a Bulgária e a Roménia. Durante Agosto, o governo de Paris aliou a demolição de dezenas de campos de caravanas à deportação de centenas de ciganos. Em redor destas duas operações foi montado um circo mediático com dois alvos: por um lado a comunidade das vítimas, acusada de preferir a ladroagem à integração; e, por outro lado, Bruxelas, suspeita de não financiar os programas para a fixação dos ciganos nos seus países de origem.

Em face das primeiras reacções de Budapeste, de organizações humanitárias e da própria comissão europeia – afinal, a livre circulação de europeus na União consta dos Tratados e as verbas podem ser usadas desde que os governos apresentem candidaturas para o efeito – de imediato Berlusconi saltou em defesa do aliado francês. Por seu turno, a Liga Norte, que detém a pasta do interior, aproveitou a boleia gaulesa para exigir novas expulsões. Em Itália, a situação não se compara à que enfrentam as crianças ciganas na república checa – onde um terço se encontra escolarizada em escolas para deficientes mentais - mas a via para o delírio xenófobo tem vindo a ser traçada, nos últimos anos, com expulsões violentas e o agravamento dos quadros legais.

Parafraseando Karl Marx, a História repete-se, primeiro como tragédia e depois como paródia. Há 70 anos, o nazismo enviou os ciganos para o holocausto. Agora, a direita europeia, num gesto magnânimo, apenas os deporta. Melhorámos? No dia em que deixarmos de pensar “que a culpa é dos ciganos” ou que “eu não sou racista, mas...”, acredito que sim. Até lá, continuaremos a merecer líderes ignorantes, oportunistas e rascas.

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04/09/2010 11:25
Caso Serrambi
Fim do julgamento: por 4 votos contra 3, kombeiros são absolvidos

Por Danúbia Julião


Começou a chover em Ipojuca e a população que aguarda pela sentença em frente ao Fórum começa a se dispersar. Mesmo assim, 15 homens do Batalhão de Choque mantêm a barricada em frente ao prédio para evitar possíveis confusões. O carro do Sistema Penitenciário de Pernambuco, que transporta os réus, já está de prontidão. A juíza acaba de anunciar, os kombeiros foram absolvidos. Foram quatro votos contra três. Alguns jurados chegaram a vibrar com o resultado positivo para os irmãos, agora, absolvidos.

A juíza pediu aos familiares das vítimas ficassem, por medida de segurança, dentro do fórum por mais alguns instantes. Miguel Sales acaba de sair afirmando que "os jurados fizeram justiça e que

agora é preciso que se descubra os verdadeiros culpados pela morte de Maria Eduarda e Tarsila"

Logo depois é recebido com festa pelas pessoas que aguardavam os irmãos kombeiros sair de dentro do Fórum.


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03/09/2010 23:38
Polícia de Pernambuco tortura

Dizem que tortura é crime. Pode ser no papel.
Que a polícia de Pernambuco é a mesma desde os tempos coloniais.
Torturou na ditadura militar.
Tortura na chamada democracia.

Eis dois testemunhais que jamais serão investigados:

Confira o depoimento prestado por Marcelo Lira ao júri

A sessão do Júri Popular do Caso Serrambi desta quinta-feira chegou ao fim, após o interrogatório dos réus. Marcelo Lira foi o primeiro a ser ouvido no julgamento, onde é acusado, juntamente com o irmão Valfrido Lira, de assassinar Maria Eduarda Dourado e Tarsila Gusmão, em maio de 2003.

Em relação à quantidade de depoimentos, Marcelo disse que, só do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), foram uns dez. “O delegado não mandava mais intimação, ele mesmo me ligava.”

Sobre a relação com Miguel Salles, Marcelo disse que só foi conhecer o ex-promotor depois do Caso Serrambi, 60 depois que ele saiu da prisão pela primeira vez. “Foi ai que eu fiquei sabendo que ele era o promotor. Não tinha amizade com ele antes. Quando estava preso no GOE, eu estava passando por momento difícil. Me colocaram nu numa cela, sem lençol e sem comer. Falei isso para a minha esposa e ela fez a denúncia para o promotor, então ele foi lá. No dia seguinte, chegou um colchão e lençol para mim. Foi o pessoal dos direitos humanos também. E depois, quando fui solto, não procurei mais Miguel Salles. Se liguei pra ele, não me recordo”, disse.

ACUSAÇÃO
A acusação foi rápida. Não fez muitas perguntas. A primeira foi sobre a quantidade de depoimentos. Marcelo respondeu que não lembrava porque foi torturado e chamado muitas vezes para depor. No entanto, a promotoria lembrou que, no processo, o réu afirmava que só tinha sido ouvido duas vezes. Ele rebateu dizendo que, só no GOE, foi ouvido mais de dez vezes e que, no meio da noite, o levavam para ser ouvido, mas não assinava nada porque não estava com o advogado.

A promotoria perguntou se o réu lembrava de quando declarou que queria que um caminhão passasse por cima do delegado Jean Paulo (responsável pela última investigação do crime, que levou à prisão dos irmãos). “Eu lembro e confirmo. Aquilo era uma tortura psicológica. Um dia foram pegar a minha esposa para prestar depoimento. Pedi pela procuração, mas eles não mostraram. Então, foram buscar ela no trabalho dela. Voltaram por uma estrada de barro, que não é normal, e levaram ela para a Delegacia de Ipoujca. Depois disso, ela perdeu emprego”, contou.

DEFESA
A defesa fez apenas duas perguntas a Marcelo Lira. A primeira foi sobre a saída do defensor José Francisco Nunes do caso, na época em que eles estavam detidos no GOE. “Policiais chegaram lá e disseram que tinha um advogado bom para me tirar de lá. Como eu queria sair logo, assinei a procuração”, disse. No entanto, o réu não explicou no júri quem era esse novo advogado.

O intuito da defesa era explicar como foi saída Nunes da defesa e justificar o aparecimento do ex-promotor Miguel Salles no GOE. É que este teria levando uma procuração para Marcelo assinar no intuito de Nunes valtar ao caso depois. O réu justificou dizendo que Salles apareceu no GOE depois que a mulher dele fez a denúncia de maus tratos que vinha sofrendo no GOE ao ex-promotor >>>

Confira o depoimento prestado por Valfrido Lira ao júri

A defesa pediu para Valfrido lembrar como foi a primeira vez que foi ele foi preso. Ele disse que não se lembrava da data exata, mas que havia sido num domingo, por volta das 21h.

“Foi quando o GOE chegou dizendo que a casa tinha caído e não disseram mais nada. Não apresentaram mandado de prisão. Me levaram para o local do crime, mandaram eu ajoelhar e pedir perdão. Botaram uma arma na minha cabeça, na minha boca, deram um tiro pra cima e engatilharam o revolver, mandando eu confessar o crime, se não eles iam me matar”, disse.

Nesse momento, Valfrido começou a chorar. “Eles me chutaram, mas eu não ia confessar um crime que eu não cometi. Pegaram mais dois kombeiros, conhecidos como Nau e Nino. O doutor Silvetre achou que era Nino, porque ele estava gaguejando muito, mas soltaram eles. Depois foram até Cachoeirinha para prender Marcelo, e quando voltaram já eram de manhã”, falou.

Sobre o afastamento do defensor José Francisco Nunes do caso, ele contou mesma história de Marcelo Lira. Ele falou também que, quando foi soltou, foi para Pitimbu, na Paraíba, arrumar emprego e que teria deixado o novo endereço com a polícia e com José Francisco Nunes. “Depois disseram que eu tinha fugido, mais estava tudo com o delegado.”

Sobre a segunda prisão, ele disse que estava em casa, quando os policiais chegaram. “Eles chegaram sem mandado nem nada, arrombando o portão, encapuzados. Eles apareceram de madrugada, sem se identificar. Pensei que eles iam me matar, por isso eu fugi. Se eles tivessem falado, eu teria ficado. Tanto é que eu liguei para o doutor (José Francisco Nunes) e disse que ia me apresentar com o advogado”, contou.

Por fim, perguntaram sobre as condições dele no GOE. “Me deixaram do jeito que eu nasci: nu e molhado, só uma quetinha por dia para dividir com Marcelo”, finalizou >>>


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03/09/2010 17:18
Caso Serrambi
JUSTIÇA À BRASILEIRA

Continua o julgamento de dois irmãos kombeiros, dois pobres coitados, acusados de assassinar duas jovens de 16 anos da classe média alta do Recife.

Os kombeiros e testemunhas de defesa denunciaram que foram torturados, e nenhuma autoridade "competente" prometeu investigar este outro tão grave crime. É isso aí: a tortura permanece no Recife. Esta é a polícia verdadeira, que a polícia técnica foi desqualicada pela acusação.

É um julgamento que continua noutro ou noutros:

Varejão diz se envergonhar de Miguel Sales e estuda medidas administrativas e penais contra promotor

O procurador-geral de Justiça, Paulo Varejão, disse se envergonhar do promotor aposentado Miguel Sales e garantiu que entrará com medidas administrativas e penais contra ele, que foi promotor do Caso Serrambi. As declarações foram dadas aos jornalistas no início da noite desta quinta-feira (2), após a exibição de gravações que ligam Sales aos kombeiros Marcelo e Valfrido Lira.

"Eu me envergonho de ter tido nos quadros do Ministério Público um promotor como ele", disse Varejão. "Está mais do que provada a relação dele com os réus. Os interesses da sociedade estavam desprotegidos enquanto ele era promotor", afirmou.

O procurador-geral explicou que vai rever a aposentadoria de Miguel Sales para abrir um procedimento administrativo e penal contra ele. "Volto a dizer que me envergonho de ter tido uma pessoa deste estirpe (no MP)".

Sales está hospitalizado desde essa quarta-feira na UTI do Hospital Esperança, no Recife, após passar mal durante o julgamento. Sobre o estado de saúde do promotor, Paulo Varejão disse que não se interessa por isso >>>

Miguel Sales volta ao Fórum e critica procurador-geral de Justiça

No início da tarde de hoje o promotor aposentado Miguel Sales, que esteve internado dois dias no Hospital Esperança, depois que passou mal na sala do Júri, voltou ao Fórum de Ipojuca. Ele recebeu alta na manhã de hoje. Durante esses dias ele se recuperava de uma cirurgia de cateterismno, mas já está bem. “Antes de tudo sou uma pessoa forte. Vazo ruim não quebra”, disse.

Sua volta para o Fórum, tão logo foi liberado pelos médicos, se deu devido as acusações que vem sendo feitas contra ele. “Toda ausência é imprudente. À medida que estou sendo acusado eu tenho que me defender. As minhas mãos estão limpas” >>>

Ele ainda rebateu as críticas feitas pelo procurador-geral da Justiça, Paulo Varejão:

“É irregular o procurador ter vindo ao Fórum e declarar isso publicamente. Mesmo que eu tivesse culpa, ele não poderia ter feito isso. Com certeza ele receberá censura”, registrou. O promotor aposentado vislumbrou ainda a possibilidade de entrar com uma ação contra Varejão.

"É estranho e totalmente descabido um procurador-geral vir para a porta de um fórum fazer acusações. É inoportuno e descabido", reafirmou.

Sales prometeu representar Varejão na Associação do Ministério Público e no Conselho Nacional de Ministério Público. "Mesmo que eu tivesse cometido qualquer falha, ele não poderia expor isso publicamente. Ele foi descontrolado e fere a Lei Orgânica do Ministério Público, que ele deveria conhecer. Com certeza ele vai receber censura", afirmou Miguel Sales, que vai interperlar o procurador-geral e admitiu a possibilidade de entrar com uma ação de dano contra Varejão.

Ontem, o procurador-geral de Justiça disse que se "envergonhava de ter uma pessoa como Miguel Sales nos quadros do MP". "Não posso responder na mesma altura porque tenho elegância. Continuo com o mesmo sentimento que tinha quando entrei Ministério Público. Os descalabros de doutor Varejão, ele que tem que responder. O que ele falou é grave porque causa desconforto para instituição" >>>

Amanhã saberemos se os kombeiros vão ser condenados >>>


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02/09/2010 12:59
Lei de responsabilidade fiscal para o futebol

Hoje, no Brasil, a maioria dos Clubes de Futebol está falida devido a má administração de seus dirigentes. Só para se ter uma idéia, uma pesquisa, divulgada esse ano, pela consultoria Crowe Horwath Rsc, revelou o nível de endividamento dos clubes brasileiros em 2009. Foram 26 clubes entrevistados. De acordo com o levantamento, essas agremiações acumulavam dívidas no valor total de R$ 3,1 bilhões. Em relação ao ano de 2008, houve um aumento de 11% desse endividamento.

Essa situação lamentável dos clubes levou o deputado federal José Chaves (PTB-PE) a criar o Projeto de Lei 7476/10. Pela proposta do parlamentar, os maus gestores podem, inclusive, parar atrás das grades. A mesma medida vale também para os dirigentes das federações esportivas estaduais.

Atualmente, com a Lei Pelé, os dirigente são apenas responsabilizados por fraudes, sem no entanto, responder a nenhum processo, o que facilita a sensação de impunidade. “O que deixa os torcedores extremamente frustrados”, constata o José Chaves.

O objetivo agora é que, com esse projeto de Lei do deputado José Chaves, os administradores corruptos passem a responder criminalmente por seus atos e possam ser processados e condenados. “Estou chamando esse projeto de Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte porque o princípio é o mesmo da Lei de Responsabilidade Fiscal para os gestores públicos”, explica o parlamentar.

Embora o foco da lei sejam todas as modalidades esportivas, o parlamentar acredita que seu impacto maior será mesmo entre os clubes de futebol que acumulam dívidas imensas.

Ainda de acordo com a pesquisa da consultoria Crowe Horwath Rsc, os clubes que lideram a lista das dívidas são o Vasco com R$ 377.854.000; em segundo lugar ficou o Flamengo que deve R$ 333.328.000; e, na terceira colocação, o Fluminense com um prejuízo de R$ 320.721.000.


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01/09/2010 19:17
Os intocáveis

Leia este importante estudo comparativo entre os índios e os indianos. Ou melhor, como os invasores de um país tornam os nativos intocáveis, malditos, seres inferiores, marginais - à margem dos espaços sociais, econômicos, políticos e religiosos.

Até a eleição de Evo Morales, na Bolívia existiaM lugares proibidos para os índios. No Iraque, quem luta contra os invasores é terrorista.

Los pobladores originales, dravidianos, conocían ya una civilización avanzada, pero fueron vencidos y sometidos por el invasor. La parte de la población que resistió durante siglos fue considerada peligrosa y repugnante. De esos grupos rebeldes nacieron “los intocables”.

No Brasil, os invasores portugueses deram o nome de "negros da terra" para os índios; os africanos eram chamados de "negros de Angola".

Los pueblos de la noche

“Los intocables”. Llamados así no porque no se pueda, como a los reyes o a ciertos dignatarios, acercárseles o tocarlos, sino porque los demás no deben hacerlo (puede traer peste o algo aún peor). Si bien la jerarquía entre las castas es muy estricta, “los intocables” no son siquiera una categoría inferior; otrora habitantes de la noche, castigados por antiguas insumisiones, están fuera de aquéllas, degradados, excluidos. Son tan indignos, tan impuros, que los demás corren peligro, por su contacto físico o por su visión, de ensuciarse, de mancharse. Por tales razones, estos hombres y mujeres son objeto de prohibiciones humillantes: se les impide circular o atravesar de noche una ciudad o un pueblo importante, tomar agua de los pozos públicos porque podrían corromperla, preparar comidas o servirlas, y menos aún compartir las mismas con otros. Les están reservados los trabajos más difíciles o más ingratos: enterradores, curtidores, poceros, limpiadores de baños... Deben vivir fuera de las ciudades, no pueden poseer más bienes que ciertos animales domésticos, no pueden llevar otras vestiduras que las que arrebatan a los cadáveres. Por Mario Goloboff >>>

Na França eram intocáveis os carrascos, moravam afastados da cidade, e a profissão era hereditária. Intocáveis eram os leprosos e, dependendo da época, para os cristãos, os heréticos, os judeus. E, para as três religiões do deserto, as mulheres menstruadas. Ainda hoje não podem se misturar com os homens em determinadas cerimônias e cultos religiosos.


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01/09/2010 18:42
Argentina
Sobre la topografía de la memoria

Con imágenes, croquis y planos se rearmaron las formas vivenciales de los centros clandestinos de detención. Así se pueden explicar, por ejemplo, los ruidos que escuchaban los secuestrados y reconstruir cómo era la sala de torturas >>>

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29/08/2010 01:34
Argentina
Estudiantes mantienen tomadas 23 escuelas y anuncian protestas

Estudiantes de Buenos Aires decidieron hoy mantener tomadas 23 escuelas secundarias de la ciudad y profundizar el plan de lucha que sostienen desde hace dos semanas para reclamar mejoras en los edificios, en las becas y en la alimentación.


Hay colegios que están en una situación gravísima y no hay condiciones para estudiar, consideró hoy el presidente de la Federación Universitaria de Buenos Aires (FUBA), Itaí Hagman.

"No hay ventiladores en la aulas, no hay picaportes. Hay vidrios rotos, falta agua y hace un par de meses se cayó el techo de un aula. Son millones de problemas que desde hace años no se resuelven", sostuvo a Efe Ornella Cottone, del centro de estudiantes del colegio Carlos Pellegrini, uno de los establecimientos tomados "las 24 horas" por sus estudiantes.

La semana pasada, Bullrich distribuyó entre los directores de escuelas un memorándum en el que sugería "efectuar una denuncia ante el organismo competente sobre el hecho de la toma y la posible configuración de un delito por parte de los participantes y padres de los menores por incumplimiento de los deberes correspondientes", según reprodujo la prensa local.

Sin embargo, la jueza de Buenos Aires Elena Liberatori dejó sin efecto el memorándum y consideró que los funcionarios de la ciudad adoptan "criterios de acción que no coinciden con una sociedad democrática y republicana plasmados en la Constitución de los porteños, tales como consultar y escuchar a los alumnos" >>>



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29/08/2010 01:17
Uruguai

Un tribunal confirmó la

condena de 25 años de prisión al ex dictador Gregorio ‘Goyo’ Alvarez (1981-85)

por “37 delitos de homicidio muy especialmente agravados”, perpetrados en el marco del Plan Cóndor, informó la Suprema Corte de Justicia >>>


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29/08/2010 01:14
Mapa do México

Quem governa são as máfias >>>


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28/08/2010 09:32
Argentina
EL INFORME SOBRE LA INVESTIGACION DEL TRASPASO DE LAS ACCIONES DE PAPEL PRENSA A CLARIN, LA NACION Y LA RAZON EN NOVIEMBRE DE 1976

El detallado informe, a partir del relato de testigos y víctimas, da cuenta de las circunstancias en las que Papel Prensa cambió de manos. El papel de la dictadura. El testimonio del testaferro de Graiver. La defensa de Clarín y La Nación.

Negocios y dictadura: testimonios y documentos

Por Sebastián Premici

El Informe Papel Prensa: La Verdad da cuenta del contexto en que se produjo el traspaso de la papelera hacia los diarios Clarín, La Nación y La Razón. El Ministerio de Economía y la Secretaría de Comercio publicaron ayer en su sitio web (www.mecon.gov.ar) la investigación, presentada esta semana por la presidenta Cristina Fernández de Kirchner. A partir de los testimonios de Lidia Papaleo de Graiver y Rafael Ianover, sumado a material documental, el informe da cuenta del momento exacto en que las autoridades de la última dictadura militar comenzaron a participar de las “negociaciones”, desde las presiones a Papaleo hasta la aprobación por parte de la Junta del traspaso de las acciones. En el último tramo del informe también se ofrecen detalles sobre el “pacto de sindicalización”.

El contexto
En los anexos del informe sobre Papel Prensa figuran una serie de testimonios de los involucrados en la operatoria, entre ellos, Lidia Papaleo, mujer de David Graiver, ex dueño de la papelera. “El Sr. Martínez Segovia, que era presidente de Papel Prensa, me citó a un almuerzo para comunicarme que venía en representación del ministro de Economía, Alfredo Martínez de Hoz (que además era primo de Segovia). En ese encuentro me dijo que debía firmar la cesión de las acciones de la empresa. Dado los hechos que se vivían en el país, tomé conciencia que las amenazas de muerte, tanto para mi hija como para mí, eran auténticas. En ese terror fui citada para el día 2 de noviembre de 1976, por la noche, a una reunión en las oficinas de La Nación” >>>

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28/08/2010 09:15
¿Quién está detrás del odio a Obama?

“Barack Obama es un racista”… “Barack Obama es un socialista”… “Barack Obama es un musulmán que odia a los blancos”…

Cuando hoy decenas de personas vuelvan a corear estas consignas en las inmediaciones del Lincoln Memorial — el mismo lugar en el que hace 47 años Martin Luther King pronunció su inmortal discurso de “I Have a Dream” (Tengo un sueño) y que es considerado como uno de los lugares más sagrados del movimiento de los derechos civiles en Estados Unidos—, una profunda sensación de agravio histórico flotará en el ambiente. El evento, convocado por el polémico presentador de Fox News, Glenn Beck, para “restablecer el honor y los valores que fundaron esta gran nación”, ha encolerizado a líderes históricos del movimiento de los derechos civiles y a organizaciones civiles que ven en esta convocatoria “una afrenta y un vulgar acto de provocación”.

“Lo más ofensivo de este evento convocado por Beck es que, durante el acto, su grupo reclamará para sí y sus seguidores el movimiento de los derechos civiles”, consideró Eugene Robinson, uno de los más influyentes y respetados líderes de opinión que se ha adelantado a la celebración de esta concentración de rabiosos antiObama frente a la estatua de Arbraham Lincoln, para calificar la convocatoria como una muestra más del desvarío y los arrebatos napoleónicos de un personaje como Beck.

La mayoría de los ataques han llegado a través de la formidable maquinaria para generar odio y desinformación en la que se ha convertido la cadena de noticias Fox y algunos de sus principales presentadores, como Beck.

Asalto al sueño americano

Pero, ¿quién está detrás de esta campaña de odio que devora ingentes cantidades de dinero y que insiste en presentar la agenda del cambio de Obama como un asalto contra el “sueño americano”? “Detrás de este tipo de organizaciones o movimientos de ciudadanos se encuentra un puñado de multimillonarios”, aseguró David Axelrod, uno de los principales asesores del presidente Obama, quien identificó así a la fuente principal detrás de esta campaña de acoso y derribo. Entre los principales responsables de esta campaña de insidia está la familia multimillonaria que encabezan los hermanos David y Charles Koch, dueños de campos petroleros, refinerías, oleoductos y complejos petroquímicos >>>

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28/08/2010 08:30
O sobrevivente da chacina no México

É a única testemunha do assassinato de 72 indocumentados por parte dos Zetas >>>

Os emigrantes de diferentes países, que tentam atravessar a fronteira do México com os Estados Unidos, são vendidos aos Zetas por políciais a agentes do serviço de emigração >>>



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